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Nesta página, artigos sobre diferentes temas tendo em comum, entre si, a Irlanda. Havendo interesse em incluir algum texto nesta página, favor enviá-lo para info@irishinstitute.com.br, para sua devida apreciação e eventual publicação.

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 Por que Irlanda?
por Sakura Takana (tambem no BLOG)

Já não é a primeira vez que eu ouço essa pergunta, mas toda vez que me fazem essa pergunta, alcanço um estágio mais profundo nessa reflexão. Minha mãe, minha irmã, meus amigos e parentes, e agora meus colegas de cursinho fazem essa pergunta: Por que Irlanda?

*Na verdade essa pergunta é um resumo de todas que fizeram relacionadas à Irlanda. São perguntas do tipo: por que você gosta da Irlanda? O que você viu na Irlanda? Por que você quer ir para a Irlanda? Qual é a graça de ler sobre a Irlanda? Por que um e-mail .ie?, etc e tal…*

A resposta que eu fiz a todas essas perguntas foi não sei. Eu sei sem saber, não sei descrever em uma palava, uma frase. E agora vou tentar em um post… Depois de parar tanto para pensar, ou pensar andando pela rua (já que a única coisa que eu consigo fazer junto de andar é pensar!), cheguei às seguintes ideias.

A Irlanda me remete a um lar. Sempre que eu ouço falar, entro em contato com a sua cultura, com sua música, literatura, história, alguém de lá, etc e tal, eu tenho a profunda sensação de estar em um porto seguro, em um solo firme, em um lugar confortável, onde eu posso mostrar o melhor de mim, sem precisar ser a pessoa insuportável que às vezes sou.

Eu literalmente mudo/mudei/continuo mudando depois que entrei em contato com o que esse país pode me oferecer. É uma verdadeira fonte de água curativa para mim. Para todas as minhas tristezas, todos os meus problemas e desesperos. Isso enche-me de esperanças quanto ao futuro, ou até mesmo o presente. Parece irreal, surreal, intrarreal, porém é como me sinto.

Fico eufórica após uma palestra sobre o país, após beber um Irish Coffee, ou até mesmo ouvir um bom solo de flauta irlandesa ou gaita de foles. É como se a realidade mudasse. É como se a realidade fosse uma ilusão criada por um duende bêbado.

A Irlanda provoca isso em mim desde quando eu era criança. Ainda me lembro de quando eu procurava nos livros de história alguma coisa sobre a Irlanda, e como eu ainda tinha vergonha de procurar sobre na internet, ferrava tudo. A única referência que eu tive ao longo da minha infância sobre a Irlanda era o IRA e olha lá!

*Até meu pai ficou bravo comigo com essa história de Irlanda. Não por falar sempre, mas por ele não gostar mesmo…*

Atualmente ando pesquisando muito sobre a Irlanda, tentando encontrar a origem desse amor tão desenfreado que voltou recentemente quando descobri a Enya. Pois é, depois de não conseguir encontrar nada sobre, o assunto ficou dormindo enquanto eu descobria o que eu achava que era Amor.

Engraçado é que eu não sei como terminar esse post. Sei que tem gente com uma pá de sugestões de posts sobre a Irlanda, mas antes de escrever algo a mais sobre, o melhor seria tentar explicar sobre esse caso de amor eterno enquanto está durando.


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 ORIGENS DA CULTURA CELTA
ORIGENS DA CULTURA CELTA

Um dos maiores desafios dos pesquisadores - historiadores, paleontólogos, lingüistas - foi determinar qual território teria sido o ponto inicial da cultura indo-européia.

Apesar de ainda existirem pontos discutíveis acerca desta ou daquela afirmação, parece seguro dizer que os indo-europeus surgem no que hoje é o Irã, e dali se expandem em duas vagas - uma para leste, outra para oeste.

A que nos leva ao Ocidente é justamente a que vai originar a cultura celta ...

Artigo completo (website oficial de Claudio Quintino Crow)

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  BEM VINDO AO MUNDO DO DRUIDISMO!
 O MUNDO DO DRUIDISMO

Imagine viver em um mundo onde as grandes forças da natureza não são temidas, mas compreendidas; onde cada pessoa é responsável por seu destino; onde, ao invés de desrespeitar e manipular as energias da natureza, os seres humanos se inspirem em sua beleza, seu poder oculto e sua inesgotável energia.

Gostou? Pois esse mundo existe ...

Artigo completo (website oficial de Claudio Quintino Crow)

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 Hallow Evening - Hallowe'en - Halloween

Abóboras, chapéus de bruxas, muita decoração festiva marca o Halloween, festa que nasceu na Irlanda como um festival do calendário celta. Era o festival de Samhain, comemorado de 30 de outubro a 2 de novembro para marcar o fim do verão (samhain quer dizer "fim do verão" na língua celta). O fim do verão era o ano-novo dos celtas, uma data sagrada em que o mundo dos vivos, mundo, dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) fica mais próximo. Por isso, o Samhain era comemorado por volta do dia 1.º de novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses. Para os celtas, os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore genealógica.

Com a chegada do cristianismo as festas foram divididas em o Dia de Finados e o Dia de Todos os Santos. O primeiro, comemorado no dia 2, surgiu para homenagear os ancestrais, os mortos. O Dia de Todos os Santos veio dos festejos feitos aos deuses do Samhain. Como em outras culturas - no Brasil também - entidades pagãs viraram santos católicos. Assim, a deusa Brighid, que virou Santa Brígida. Entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1.º de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês) que deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening - Hallowe'en - Halloween.

A relação da data com as bruxas começou na Idade Média, na Inquisição, quando a Igreja condenava curandeiras e pagãos. Todos eram designados bruxos. Essa distorção se perpetuou e o Halloween, levado aos Estados Unidos pelos irlandeses, no século 19, ficou conhecido como Dia das Bruxas.

Atualmente, além das práticas de pedir doces e de se fantasiar que se popularizaram inclusive no Brasil, podemos encontrar pessoas que celebram à moda celta, como os praticantes do druidismo (o druida era o sacerdote dos celtas) ou da wicca (bruxaria moderna), também aqui mesmo no Brasil. Um ritual simples para a noite de 31/10 é o de acender uma vela numa janela de casa, em homenagem a seus ancestrais, para que eles te inspirem e protejam.

Muitos grupos se reúnem e meditam em volta de fogueiras para honrar seus mortos e seus deuses, com oferendas como frutas e flores, e terminam a festa compartilhando comida e bebida, música e dança.

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 A Irlanda


A Irlanda

A Irlanda, ou Eire, conhecida também como A Ilha Esmeralda devido à predominância de vegetação verde em praticamente todo o território ocupa mais de 84 421 km², dos quais cinco sextos pertencem á República da Irlanda ou Eire, constituindo o restante a Irlanda do Norte Relativamente pequena, quando comparada em termos de Brasil e com uma população de pouco mais de 4 milhões de habitantes a Irlanda transformou-se, na última década, em um dos mais ricos países europeus, o chamado "tigre celta", com crescimento médio de 9% ao ano.

Um bem estruturado programa econômico elaborado após a adesão (1973) à União Européia transformou o país, antes agrícola, numa das mais dinâmicas economias mundiais sediando indústrias e também serviços de alta tecnologia.

Ao longo da última década, o governo irlandês tem implementado uma série de programas econômicos nacionais destinados a controlar a inflação, diminuir os impostos, reduzir a percentagem que o investimento público tem no PIB, aumentar a qualificação da mão-de-obra e promover o investimento estrangeiro.

Se a natureza é pródiga e ainda intocada, na maior parte de seu território, o que mais agrada na Irlanda é, sem dúvida sua gente. Comunicativos, alegres, musicais, os irlandeses tem várias semelhanças com o modo de ser dos brasileiros. Adoram uma boa desculpa para fazer uma festa; o País é lendário pelos seus festivais e feiras que constituem uma grande parte da vida cultural. Mas nem é preciso esperar pelos festivais. Basta ir a um dos milhares de pubs espalhados pelo país. E as pessoas vão os pubs não apenas para provar a Guiness, verdadeiro símbolo nacional ou as sidras, tão populares por lá. O pub é ponto de encontro, de socialização, de amizade. Assim como acontece nos nossos "botecos".

Como os brasileiros, os irlandeses adoram música
Como os brasileiros, os irlandeses adoram música e são pródigos nisso conquistando legiões de fãs em todo o mundo através de artistas como Christy Moore, Pat Ingoldsby, Shane MacGowan, Sinéad O'Connor, U2, The Cranberries, Bob Geldof, The Corrs, Enya, Phyl Lynott, The Cramberries, Ballad Boom, Van Morrison, na música popular, alguns dos seus filhos ilustres.

A língua oficial do país é o Gaélico presente nas placas de ruas, nos nomes dos lugares mas o inglês é, de fato, a língua de todo dia. E a Irlanda produziu gênios da literatura em língua inglesa como George Berkeley, James Joyce, George Bernard Shaw, Richard Brinsley Sheridan, Oliver Goldsmith, Oscar Wilde, W.B. Yeats, Samuel Beckett, Séamus Heaney, Herminie T. Kavanagh, Anne Enright, Paul Durcan, Edna O'Brien e outros. Três deles - Shaw, Yeats, Beckett, Heaney - prêmios Nobel de literatura.

Dublin, a capital, concentra quase a metade da população do país, uma das mais jovens da Europa e toda a Irlanda tem um estilo de vida jovem. Cork, ao sul, Galway e Limerick a oeste e Waterford a sudeste, são as maiores cidades.

Mais fotos da Irlanda - no nosso outro site

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 IRLANDA - País favorece estudantes brasileiros

Wednesday, February 27, 2008

http://crisis21.blogspot.com

(BR Press) - A República da Irlanda está interessada em aumentar a presença de brasileiros estudando inglês em suas escolas. E o recém-inaugurado Irish Institute ou Instituto Brasil-Irlanda promete ter neste fomento sua principal atividade. Trata-se de uma iniciativa apoiada pela embaixada irlandesa no Brasil, que pretende estimular brasileiros a estudar naquele país.

O embaixador da Irlanda no Brasil, Michael Hoey, oficializou a inauguração do Instituto, do qual passou a ser seu presidente honorário. "A música pop, como a do U2, é muito conhecida mas há muito mais o que descobrir na Irlanda, em especial a literatura e cultura, que é muito rica", ressalta Hoey.

Festivais de cinema e literatura estão na pauta das atividades em 2008 e 2009. A presidente do instituto, a jornalista e empresária, Maria Alice Ancona Lopez pretende, com estas ações, destacar a cultura da Irlanda e até colaborar nas relações comerciais entre os dois países, organizando uma missão em meados de 2008.

Qualidade de vida
Com um renda per capita anual superior a US$ 50 mil, alta qualidade de educação e baixíssimos índices de desigualdade social e de violência, a Irlanda destaca-se até dentro da Europa. Há poucos anos, em 2004, um estudo da revista The Economist, a mais prestigiosa publicação em economia, indicou o país como o melhor país para se viver no mundo. Esse bem-estar social, aliado ao charme da cultura irlandesa e à um vasto leque de oportunidades econômicas, está ao alcance de quem pretende estudar inglês no país por seis meses ou mais. A Irlanda é o único país que dá permissão para trabalhar por meio período para estudantes de inglês.

Isso significa 20 horas por semana no período de aulas e até 40 na época de férias. Em trabalhos mais simples em supermercados, restaurantes e pubs, o estudante recebe de 8 a 9 euros por hora. Já os trabalhos mais qualificados em lojas e escritórios, que exigem inglês mais adiantado, permitem ganhos de 12 a 14 euros por hora. Trata-se de um atrativo a mais para os brasileiros, já que a pemissão para trabalho pode ajudar a financiar o curso e a estadia, além de proporcionar experiência de trabalho e vida no exterior, aprendendo ou melhorando a comunicação na língua de James Joyce.

Cursos
As escolas oferecem cursos de meio ano (25 semanas, que é período mínimo para solicitar o desejado "work permit") por cerca de 3.500 euros (R$ 9.500), o que inclui normalmente uma estadia por duas semanas em uma casa de família - tempo indispensável para solicitar a documentação necessária para trabalhar e se estabelecer em um endereço definitivo.

Ao entrar no país, mesmo tendo pago um curso de seis meses, o cidadão brasileiro recebe um visto de apenas 90 dias. Ao chegar, é necessário abrir uma conta em um banco do país e depositar no mínimo 1.500 euros -recursos necessários para sobreviver nos primeiros dois meses, a serem comprovados às autoridades.

Com este comprovante de depósito, mais os de pagamento de escola, acomodação e seguro médico, o interessado deverá, logo em seguida, se dirigir à migração para retirar a documentação legal (em especial, o PPS, algo similar ao CPF), que viabiliza a permissão de trabalho, e solicitar a extensão do prazo de estadia em até um ano.

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Refluxo
A República da Irlanda é um dos mais prósperos paises da União Européia, e há muito tempo deixou de ser o patinho feio da região. Conhecida como exportadora de mão-de-obra desde a Grande Fome em meados do século 19, nos últimos quinze anos os investimentos na economia irlandesa inverteram a direção dos que procuram trabalho. Hoje, é a Irlanda, conhecida como o "Vale do Silício da Europa", por concentrar as maiores empresas e serviços de tecnologia da informação.

Estima-se que haja 2.500 brasileiros estudando na Irlanda, dos quais cerca de 80% estão empenhados no domínio do idioma inglês e os demais 20% em estudos universitários de graduação e pós-graduação. Sete grandes universidades na Irlanda possuem uma forte tradição acadêmica. O Trinity College, da Universidade de Dublin, constituído há cerca de 400 anos, já chegou a ser considerado uma das três melhores universidades da língua inglesa, junto com as inglesas Cambridge e Oxford.

"A hospitalidade irlandesa tem sido reconhecida como uma das melhores da Europa", ressalta Peter O´Neill, associado fundador do Instituto Brasil-Irlanda e radicado no Brasil há cerca de 30 anos. "Mas o governo está especialmente atento a não permitir o trabalho ilegal", completa.

Brasileirinha
A cidade de Gort, no condado de Galway, oeste da Irlanda, tem um terço de brasileiros entre seus 3,5 mil habitantes, a maioria oriunda de Anápolis (GO). A colônia foi formada por profissionais da indústria da carne, quando a Irlanda estava importando mão-de-obra. Na cidade algumas missas são rezadas em português e não falta Guaraná, goiabada e arroz com feijão em alguns restaurantes.

Pólo de cultura e efervescência, a capital Dublin, om 1,5 milhão de habitantes, também tem se tornado destino de brasileiros portadores de passaporte europeu e é o destino mais procurado pelos estudantes que querem se integrar à vida irlandesa. Entretanto, outras cidades menores são boas opções para quem quer fazer a completa imersão no inglês.

Uma ilha, dois países
Atualmente as turbulentas relações entre os irlandeses do norte e do sul da ilha tornam-se cada vez mais coisa do passado. Território independente desde 1921, a República da Irlanda cobre cinco sextos da superfície da ilha, com seus 4,4 milhões de habitantes de maioria católica. A Irlanda do Norte, com cerca de 1,8 milhão de habitantes de maioria protestante, permanece integrada ao Reino Unido.

A Irlanda conquistou sua independência da monarquia inglesa em 1921 e, ao declarar-se república, deixou em 1949 a comunidade britânica que é regida pela monarquia. Hoje, as populações tendem a superar ressentimentos com uma convivência pouco conflituosa. O turismo nos dois países sequer distingue fronteiras - não é necessário apresentar passaporte, por exemplo, numa viagem entre Dublin e Belfast.

Um forte indicativo do declínio das fronteiras religiosas é o fato que a atual presidente da República da Irlanda, Mary McAllese, ser natural de Belfast, cidade que frequenta e onde tem parte de sua família.

Portanto, a Irlanda é um destino dois em um, entre os mais belos e sui-generis na Europa.

(*) Crédito obrigatório: Sérgio Corrêa Vaz, é jornalista (Colaborou Juliana Resende/BR Press)

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 Leannan Shee

"Lianhaun-Sidhe [leannan shee] (...) Ela é dessas fadas assustadoras, solitárias. A ela pertenceram os maiores poetas irlandeses, desde Oisin até o último século."
A Treasury of Irish Myth, W.B. Yeats

Leannan SheeLeannan Shee é uma banda de folk cuja especialidade são as canções de taverna, cantigas de marinheiros e as dance tunes celtas. Formou-se no inverno de 2006 no bairro da Aclimação, em São Paulo, quando a banda em que César Castro-Rosa (voz, mandolin, tin whistle, guitarra elétrica) e Ivann Cavalhero (bodhrán) estavam tocando se dissolveu. Já estava com eles então a percussionista Lúcia Fernandes, que havia participado dos dois últimos shows da banda anterior, cuja carreira inclui anos de trabalho com o Mestre Dinho Gonçalves e com a cultura popular brasileira. No mesmo ano aliou-se a eles Pablo Piola (violão) e deram início à nova banda, Leannan Shee.

Logo de início a característica do som da Leannan Shee mais marcante foi a vivacidade de suas performances ao vivo. A banda escolheu naturalmente repertórios agitados e pulsantes, e uma sonoridade mais primitiva, mais percussiva. Em 2007 registraram suas versões para músicas tradicionais da Irlanda, Escócia, Bretanha, Galícia e Astúrias, em um álbum batizado Leannan Shee. Após a gravação de seu álbum, a banda participou de eventos de celebração da cultura celta como o St Patrick's Day, dia mundial da Irlanda, e o Gouel Breizh, dia de St Yves, padroeiro da Bretanha, a região celta da França e se apresentaram para os públicos do SESC Vila Mariana e de diversos pubs e bares em São Paulo e no interior.

Em 2008, juntaram à sua já destacada seção rítmica o baterista Paulo Navarro, aderindo a um som ainda mais entusiasmado, cheio de misturas entre a música antiga e as diversas formas rítmicas da contemporaneidade. Usando instrumentos tradicionais, como o bodhrán (tambor de pele animal irmanado com o nosso pandeirão de Bumba-Meu-Boi) e a tin whistle (flautim de latão dos celtas) ao lado de instrumentos contemporâneos como a guitarra e a bateria, tudo com grande tempero percussivo, Leannan Shee busca a fusão muito moderna entre a música brasileira e a música celta.

O nome Leannan Shee foi inspirado na literatura e no folclore da Irlanda. É a Musa dos poetas, aquela que tanto os inspira quanto os sacrifica e atormenta. Significa Fada Amante em gaélico, a língua ancestral celta ainda preservada na Irlanda.

Esta é a formação do Leannan Shee:

César Castro-Rosa: voz, mandolin, tin whistle, guitarra elétrica
Ivan Cavalhero: bodhrán, backing vocals
Lúcia Fernandes: congas, pandeiro egípcio, tambor de alfaia, cabaça, triângulo, bodhrán, cajón, uñas de llama, backing vocals
Paulo Navarro: bateria
Pablo Piola: voz, violão de 12 cordas, backing vocals.

Nosso CD completo para download:

http://www.badong

http://rapidshare.com

Página no My Space:

www.myspace.com/leannanshee

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Em inglês:

Leannan Shee Release

"Lianhaun sidhe [leannan shee] (...) She is of the dreadful solitary fairies. To her have belonged the greatest of the Irish poets, from Oisin down to the last century."
A Treasury of Irish Myth, W.B. Yeats

Leannan Shee are a folk band whose speciality are tavern songs, sea chanties and Celtic dance tunes. It was formed in the city of São Paulo, Brazil, in the winter of 2006, when the group in which César Castro-Rosa (lead vocals, mandolin, tin whistle, guitar) and Ivann Cavalhero (bodhrán) were playing disbanded. They were already playing with percussionist Lúcia Fernandes, who had participated in the last two concerts of the previous band, and whose career included years working with Brazilian master percussionist, Dinho Gonçalves, and with the dances of the Brazilian folk tradition. So when that group split up, they joined guitarist Pablo Piola and started Leannan Shee.

From the beginning, the main characteristic of Leannan Shee was their live performances, whose vivid percussive sound and primitive aproach to the repertoire made the unique fusion of Celtic traditional music, Brazillian music and Rock. In 2007 they recorded their versions of music from Ireland, Scotland, Brittany, Galiza and Asturies, in an album called Leannan Shee. After that, the band went through performing on various celebrations of the Celtic culture in Brazil, such as the St. Patrick's Day (Day of Ireland) and the Gouel Breizh (Day of Brittany).

In 2008 they were joined by drummer Paulo Navarro, who added his drumming to an already striking rhythm section. This resulted in an even more contemporary sound, bringing a touch of dance music from electronic venues, yet played by real instruments.

The name Leannan Shee was inspired in the folklore and literature of Ireland. It's meaning is "The Fairy-Lover". She's a spirit that haunts and inspires poets.

This is the line-up of Leannan Shee:

César Castro-Rosa: lead vocals, mandolin, tin whistle, electric guitar
Ivan Cavalhero: bodhrán, backing vocals
Lúcia Fernandes: congas, egyptian tambourine, tambor de alfaia, cabaça, triângulo, bodhrán, cajón, uñas de llama, backing vocals
Paulo Navarro: drums
Pablo Piola: lead vocals, 12 strings acoustic guitar, backing vocals.

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 Mitologia Irlandesa

Ossians Traum - by Jean Auguste Dominique Ingres
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A mitologia da Irlanda pré-cristã não sobreviveu inteiramente à conversão ao cristianismo, mas boa parte dela foi preservada, removido o seu significado religioso, na literatura medieval irlandesa, a qual representa o mais abrangente e o mais bem preservado de todos os ramos da mitologia celta.

Embora muitos dos manuscritos não tenham sobrevivido e ainda mais material provavelmente jamais tenha sido regist(r)ado pela escrita, há ainda o bastante para possibilitar a identificação de quatro ciclos distintos, embora sobrepostos: o Ciclo Mitológico Irlandês, o Ciclo do Ulster, o Ciclo Feniano e o Ciclo Histórico Irlandês.

Há também certa quantidade de textos mitológicos sobreviventes que não se encaixam em quaisquer dos ciclos. Em acréscimo, há um grande número de contos de fadas regist(r)ados que, embora não sejam estritamente mitológicos, apresentam personagens de um ou mais destes quatro ciclos.

... Artigo completo

... IN ENGLISH (complete article)

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 São Paulo & Dublin


(Por Maria Alice Ancona Lopez - Presidente do IRISH INSTITUTE - Instituto Brasil-Irlanda)

Quando a família Quinn adquiriu, em 1990, um prédio de três andares na Dame Street, uma das avenidas centrais de Dublin, capital da Irlanda, a recuperação econômica do país estava se iniciando. Como ocorreu em centros de cidades, de todo o mundo, também em Dublin os preços dos imóveis, eram diretamente proporcionais a um centro de cidade ainda deteriorado.

O prédio, adquirido para ser a sede da escola de inglês Centre of English Studies, custou então 500 mil Euros. “Fizemos a compra na hora certa porque, embora soubéssemos que a recuperação do centro de Dublin iria acontecer aceleradamente, nunca ninguém poderia supor que o preço do mesmo imóvel alcançasse os 3,2 milhões de Euros de hoje”, afirma Jonathan Quinn, um dos sócios e diretores da escola, voltada para o ensino de inglês para estrangeiros.

A valorização imobiliária de quase 700% em pouco mais de 15 anos deste edifício de arquitetura típica, com tijolinhos aparentes, no centro de Dublin, mostra com clareza o boom que inevitavelmente acontece quando o centro urbano volta a ser revigorado. O início dos anos 90 já mostrava sinais do que iria acontecer com o mercado imobiliário irlandês e pouco tempo depois - por volta de 1996/97 ocorreu o boom imobiliário. E este fenômeno não é exclusivo de Dublin e tem sido assim em todas as cidades que investiram na valorização do seu centro urbano.

Novo Centro Arouche - o progresso da obra em outubro 2007


Antecipar-se ao fenômeno e perceber os sinais da recuperação do centro também vale para São Paulo. Em outubro de 2000, por exemplo, um conjunto comercial na área da Praça da República, com 150 metros quadrados, foi adquirido por 57 mil reais e hoje já está sendo oferecido por 138 mil reais. Numa proporção de valorização que já lembra aquela de Dublin, isto no centro de São Paulo ainda em fase de transformação.

“Em Dublin, quem soube se antecipar, viu seu capital multiplicar–se da noite para o dia e o mesmo acontecerá aqui”, afirmam especialistas como Mauro Teixeira Pinto, da TPA Empreendimentos e Construções que prevê inevitável boom provocado pela volta da classe média a morar de volta no centro da cidade. A empresa lançou o Novo Centro Arouche, primeiro edifício residencial naquela área com total infra-estrutura de lazer, um ou dois dormitórios, atraindo famílias e solteiros para viver nesta que é uma das áreas mais bem servidas em transporte, cultura, ensino, comércio, gastronomia.

Nesse aspecto, São Paulo se aproxima mais uma vez de Dublin. A área central da capital irlandesa, próxima ao rio Liffey, absolutamente deteriorada até os anos 80, transformou-se no atraente Temple Bar, região dos bares e restaurantes e também do quarteirão cultural, com cinematecas, centros de música etc. Conseqüência inevitável, os edifícios residenciais dessa região também tiveram super valorização. Hoje, um apartamento dois dormitórios e 50 metros quadrados, na Hapenny House, Ormond Quay, em Dublin 1 é alugado por 1200 Euros ao mês, mas seu valor de revenda pode ultrapassar facilmente os 500 mil Euros.

A área central da capital irlandesa, próxima ao rio Liffey


Imobiliárias locais anunciam, na mesma região, apartamento no Langrishe Place, com um dormitório, por 415 mil Euros e, quando o prédio é novo, como em Longboat Quay, também no centro de Dublin, um dois dormitórios passa a custar 665 mil Euros. Os preços dependerão, naturalmente, da estrutura e conservação do prédio e também não são preços facilmente negociáveis já que a demanda supera em muito a oferta. Na prática, se algum desses imóveis for oferecido em leilão, os valores podem subir mais de 40%.

Entre as vantagens de morar no centro de Dublin está a ampla oferta de transporte público, para todas as regiões da cidade, afirma Flavia Destro, paulistana que vive desde 2004 por lá. A cidade já apresenta um trânsito complicado, obrigando quem mora em partes distantes do centro a deslocamentos demorados. “Mudei para o centro da cidade e estou absolutamente feliz porque tenho tudo que preciso – compras, lazer, opções culturais – muito perto e ainda transporte fácil para qualquer região, o que foi decisivo na minha recente mudança de trabalho,”

Como em Dublin, o tempo perdido no trânsito também pesa na hora da decisão em voltar a viver no centro. “As pessoas querem mais qualidade de vida, mais tempo de convívio familiar e morar no centro de São Paulo é o primeiro passo para isso.”, garante Mauro Teixeira Pinto.



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 St Patrick, the ultimate immigrant

By Sister Lena Deevy

Sunday, March 16, 2008

www.bostonherald.com

It's one of the oldest immigrant stories ever told. St. Patrick did more than rid the Emerald Isle of snakes. As an outsider on Irish soil, he brought a wealth of new ideas and cultural practices that would forever change the island. What would Ireland be without its patron saint? An Ireland without the influence of St. Patrick is as unimaginable as Boston without the Irish. Each March, our city erupts in green and shamrocks sprout - often through the snow. No matter the temperature, thousands line parade routes to show their Irish pride. From Boston to Savannah, Chicago to Dallas, and all points between, we pay homage to an immigrant group that has done so much to shape the American landscape. It's almost impossible to believe that not so long ago the Irish were shunned, excluded and abused by powerful anti-immigrant groups. With a history well versed in oppression and conflict, the Irish have learned a thing or two about perseverance. Signs screaming "No Irish Need Apply" have been long since discarded.

Just as St. Patrick brought new ideas of Christianity to his adopted land, Irish immigrants overcame bigotry and hostility and introduced their robust, vibrant culture to the U.S. mix. They came seeking to work and to prosper and to build families in freedom. They came for the same reasons as today's newcomers from Brazil and Guatemala and Mexico and Liberia and Cambodia and Haiti and a host of other places. Today's arrivals sadly find many of the old and ugly attitudes that Irish grandmothers and grandfathers of Boston can remember greeting them all those years ago. But only from some and from an ever-decreasing minority. A growing majority of hearts and minds across our nation are open and appreciative of the time-honored tradition of immigration. Nothing shows this more clearly than the fate of the would-be presidents who thought they could ride the issue all the way to the White House. At the beginning of the political season we believed immigration would be the most divisive issue for voters. But the compassion and the heritage of the American many trumped the fiery rhetoric of the few.

Candidates who used the issue of illegal immigration went head-to-head with advocates of comprehensive immigration reform and one by one they were decked. They found themselves to be far behind the country they aspired to lead and they found their call to division powerless against the force of unity. All three of our remaining presidential candidates recognize that today's immigrants - legal and illegal - are no different than yesterday's in hopes, aspirations and in potential. Immigration does not need to be the inflammatory issue we have allowed political opportunists and talk show hosts to make it. And we are already beginning to see the subtle signs of change. This time last year hundreds families in our state were torn asunder by an immigration raid in New Bedford. But just last month both our mayor and our city council publicly affirmed Boston to be a welcoming city that recognizes the dignity of all people. Newcomers should be welcomed and embraced by our community, not pushed to the fringes. Ask the Irish about that one.

On St. Patrick's Day, let us reflect on the Irish experience on both sides of the ocean. We should recall not only the great heroes of Irish history, but also the lives of every immigrant who journeyed to America looking for a new beginning and a new hope.

We are all immigrants here. Just like St. Patrick, every immigrant in Boston saw the potential in a foreign land and an opportunity to weave ourselves into the tapestry of American life and make it the richer for it. As we raise a green glass on to celebrate the immigrant on March 17, let us not forget the rest of them the rest of the year.

Sister Lena Deevy is executive director of the Irish Immigration Center in Boston.

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 Os porquês da Irlanda


(Por Maria Alice Ancona Lopez - Presidente do IRISH INSTITUTE - Instituto Brasil-Irlanda)

Quando a minha filha decidiu que iria para a Irlanda muita gente perguntou: Irlanda? Por que a Irlanda? Ou então: Orlando? Sua filha vai para Orlando? E os inevitáveis: "Mas lá não é perigoso?" "Mas lá não chove muito?"


A verdade é que para nós, do Atlântico Sul, a Irlanda foi, durante muito tempo, aquela ilha distante, lá para os lados da Inglaterra que exportava seus cidadãos para o mundo e, em especial, para os Estados Unidos. E aqui vai um mea culpa em nome de tantos brasileiros que sequer desconfiam que a Irlanda, entre tantas outras virtudes, produziu gênios da literatura como George Berkeley, James Joyce, George Bernard Shaw, Richard Brinsley Sheridan, Oliver Goldsmith, Oscar Wilde, W.B. Yeats, Samuel Beckett, Séamus Heaney, Herminie T. Kavanagh, e outros. Quatro deles - Shaw, Yeats, Beckett, Heaney - prêmios Nobel de literatura.


Na música os irlandeses são igualmente férteis. Christy Moore, Pat Ingoldsby, Shane MacGowan, Sinéad O'Connor, U2, The Cranberries, Bob Geldof, The Corrs, Enya são alguns dos seus filhos ilustres.


O gosto pela literatura está impregnado na alma irlandesa tanto quanto a música e contribuiram para o jeito de ser do povo - alegre, barulhento, exrtrovertido e pacífico - que recebe abertamente e sem qualquer preconceito os muitos estrangeiros que agora buscam o país como sua nova pátria e os milhares de estudantes que procuram seu bem estruturado sistema de ensino seja para aprender inglês ou para pós graduação. Porque, agora, o fluxo se inverteu. Os irlandeses que não mais deixam mais seu país, uma das economias mais ricas da Europa, com crescimento anual de 9%, estão abertos a receber gente para ocupar seus muitos postos de trabalho.


Se na vida acadêmica os irlandeses são bons, o mesmo pode-se dizer da vida social e o pub - há milhares deles pelo país - é o local de encontro de todos, é onde o irlandês se socializa, reúne-se com os amigos, acompanhados da Guiness, a cerveja escuira, densa e cremosa que é como um símbolo da própria Irlanda.


Em Dublin está concentrada praticamente a metade da população de todo o país que gira em torno dos 4 milhões. Com uma enorme porcentagem de jovens, a cidade ferve de animação em seus incontáveis restaurantes, pubs, especialmente na área conhecida como Temple Bar, isto para não falar dos inúmeros shows que acontecem regularmente na cidade.


Não bastassem todas essas qualidades, Dublin ainda está muito próxima das principais capitais européias e é servida por uma vasta malha aérea (inclusive de baixo preço) possibilitando pequenas viagens a Paris, Amsterdã, Madri, Londres e tantas outras cidades.


Com tanta qualidade de vida, quem se importa, afinal, com a chuva? "Um bom guarda-chuva resolve o problema" é o que diz minha filha depis de quase três anos vivendo (feliz) em Dublin.



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